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Sunday, December 19, 2010

Wednesday, December 15, 2010

Será Que Idolatro Meu Presidente? Estranho Encontrar Assemelhados a Toda Hora em Tão Inesperadas Exposições (60 Minutes - CBS)

Veiculado em 12 de Dezembro de 2010 às 17:20

Exmo. Sr. Presidente Lula e Eike Batista "vitrinam" o Brasil mais uma vez.



Afora o brilhante historiador com titica na cabeça que, apesar de brilhante historiador, quer brilhar mais que a  história e cai na eterna armadilha burra da eterna burrice vira-latas nacional que acha parecer inteligente - como já disse Nélson Rodigues - cuspir no espelho (de preferência em público), todas as manhãs antes de escovar os dentes.  Que resolve gritar seu brilho de intelectual ante seus pares ao destacar a dor-de-barriga do nosso Defensor Perpétuo a caminho do seu e nosso Grito do Ypiranga, este sim de uma importância que o pseudo-sábio-mais-real-que-o-rei historiador jamais esmaecerá (como se quaisquer outros quadros históricos fossem inteiramente perfeitos como pintados pelas tintas dos seus melhores retratistas empenhados em emprestar ainda mais côr à auto-estima e respeito próprio de cada povo e nação). Que faz côro aos tantos outros "Querendo-Pareceres" - às vezes até já sendo, ao menos, tão somente inteligentes- inteligências superiores na preocupação com os banhos, ou ausência deles, do Príncipe Regente D. João de Portugal (meu mui digníssimo, na minha visão, Imperador Zerézimo do Brasil), maior estrategísta do seu tempo, mais visionário Imperador Colonial de todos (como se o asseio fosse um hábito minimanete conhecido pelas nobres casas reais do mundo civilizado - e civilizador, o que é mais importante - europeu).

Pois, enfim, afora algumas bobagens ditas pelo brilhate porém bobo historiador, as demais críticas são pertinentes e até benvindas pelo bom humor com que colocadas (e mesmo que não o fossem dessa forma).

No mais, mais um de incontáveis, mais um reconhecimento e mais uma baita propaganda do Brasil em rede, digamos (quando somada a tantas outras "mensagens" a pipocar a toda a hora em todo lugar mundo afora nos últimos anos), mais uma senhora propaganda do Brasil em Rede Global.

Desta feita, ainda contando com o pesado peso de Eike Batista - adorado, e merecidamente, da mídia "Maiores &; Melhores / Ricos & Famosos"  (seja do lado lá, seja do lado cá do Equador), a avalizar o chamado: "Invista No Brasil", ou, melhor, Brazil!



E a caravana passa...



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Clique para ler a Matéria Complementar da Entrevista (em inglês):
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Tuesday, December 14, 2010

O 1º Barrilzinho a Gente Nunca Esquece

O Petróleo É Nosso, Pai!

Pela coragem de brasileiros que sonhavam um Brasil com um amor próprio à altura de sua gente.

Pela bala que um Presidente da República foi capaz de cravar no próprio peito.

Pelos milhares de brasileiros que foram às ruas.

Pelas tintas roubadas do Pica-Pau verde e Amarelo pelo escritor que sonhava com esperança de criança o futuro de seu país.

Pelos peões, puxas-de-sonda, técnicos, pelo pessoal administrativo e de apoio e engenheiros do gênio brasileiro que tiveram sim que reinventar a roda porque nada funcionava como nos livros e o mundo se fechava em nos ajudar torcendo para nada funcionar.

Por meu pai - Profº Engº Euvaldo Baptista Pereira, pioneiro fundador do CNP, Petrobrás e CENPES - que egoisticamente  faço aqui representante de todos os seus irmãos e colegas, mestres e alunos, de políticos brasileiros verdadeiros, miltares patriotas, jornalistas, militantes, estudantes e cidadãos engajados que fizeram esse sonho jorrar, não do fundo mar, mas de dentro de suas próprias veias sempre saltadas pelo trabalho duro.



Somente quem já viu seu Pai sair de casa alegre, corado e saudável e voltar uma quinzena depois morto-vivo, trêmulo, esquálido, para passar uma semana inteira entre a inanição e a depressão até se recuperar, sabe do que estou falando.

Ou ainda, quem viu seu Pai voltar do Campo em prantos porque perdeu seu novo melhor amigo - qua já estava quase substituíndo seu melhor amigo anterior falecido pela exata mesma causa - depois de uma faísca, um brevísimo quase imperceptível clarão e um simultâneo e também brevíssimo som de forte sôpro, suficientes para queimaduras em mais de 70% do corpo de quem se descuidou da proteção por um único instante e pagou com a vida. Ou por causa de um outro amigo caído da "cêsta" e perdido em alto-mar... para sempre.

Quantas vezes ouvi você, Pai, você dizer que vocês sabiam que ele estava aqui e era muito, que vocês quase já sabiam onde estava a melhor parte e que a Natureza tinha apenas nos resolvido colocar à prova e feito tudo mais difícil para nos testar e acordar nossa auto-estima.

Mas, ao contrário do côro serviçal dos negadores de si mesmos, você sempre dizia que a Natureza, a mãe gentil, "podia esperar para se orgulhar de seus filhos mestiços dos trópicos porque só a gente junto tem teimosia de índio, força e destemor de africano e espírito aventureiro, de navegador, de descobridor lusitano".

Quantas vezes, Pai, doeu mais em mim que em você - que nem ligava - o descaso de tanto que li ou ouvi de tantos Lacerdas, Kaisheks, Bobs Campos e,  mais recentemente, de Casoys, FHs, Serras, Guerras e outros tantos.

E os olhares e insinuações - que você fingia que nem via mas sei o quanto doíam - que rotulavam a vocês todos como loucos e obcecados.

Louco - aliás muito canalha e sínico - é quem olha o mapa-mundi, enxerga nossa pequena imensidão no mapa e tem a desfaçatez de dizer que papai-do-céu resolveu secar tão vasto subsolo e abolir a bilenar transformação orgânica exata, específica e tão "somentemente" deste florão da América iluminado ao sol do Novo Mundo.

Que o óleo verde escuro do nosso Brasil jorre vigoroso por nosso futuro adiante e inunde seu túmulo de merecido orgulho e amarele o sorriso subalterno desses outros, amantes do alheio.

Posso, hoje, gritar o orgulho de ser criança e ver meu pai ser convidado para ganhar o quíntuplo no Texas e na Holanda, disneylândias que fazem babar a babacada geral, e colocá-los a todos para fora de nossa casa a gentis e educados pontapés.

Posso hoje livrar-me da mágoa da perseguição implacável da Ditadura que acusava de Comunista a um homem que nunca pensou em política porque só pensava em rochas, tubos e brocas. Tudo em nome do interesse de outras  nações.

Mas eles conseguiram. Conseguiram fabricar no seu filho um Comunista.

Que bom! Serviu para algo positivo.

Lembra do MegaCampo Majnoon descoberto pela BrasPetro no Iraque? Pela equipe comandada pelo Engº Kachan que, com muita ombridade, reputou publicamente a descorbeta ao uso das teorias desenvolvidas pela equipe comandada por você? E que quase vai preso por isso?

Pois é Pai, os Estados Unidos destruíram o Iraque mas o campo continua lá e eles o deram de "presente" para a Shell explorar. Começa a operar em definitivo, quase 30 anos depois, em 2011. Quase desmaio quando vi a notícia.

Mas o que valeram foram, assim, sem nem dar tempo de respirar, a notícia da autossuficiência (a palavra que acho que mais ouvi em toda a minha vida) seguida da notícia do Pré-sal.

Todas me trouxeram lágrimas alegres de recordação de você.

Lágrimas, contudo, que rolaram sobre algumas rugas de preocupação quanto aos abutres que por certo começariam a rondar - e começaram - a carniça.

Mas a solução desse "contudo" já tinha um nome.

E nossa mãe Natureza - como prêmio diante de tanto esforço, brilho e superação - mandou seu filho Tempo nos ofertar esse presente.

E acho que até mandou um sinal para nossos mergulhadores lá pelas águas de Campos e Macaé.

Devem ter passado, aliás, vários sinais por eles mas eles não poderiam advinhar.

Lula!

O nome da solução era Lula.

E, para alívio ainda maior, o nome ganhou sobrenome.

Dilma!

O sobrenome era Dilma, que agora passa a ser o primeiro nome.

Mas Lula continua também.

Dilma, Lula, muitos outros e a maioria de nós!

É Pai, podem até existir vários pré-sais por ai mundo afora.

Mas, graças a vocês, somente nós somos capazes de ir tão longe e tão fundo.

O Petróleo É Nosso Pai!

A luta, entretanto, continua.

Os abutres continurão a pairar sobre nossas cabeças.

Alguns andam disfarçados. Resolveram se apropriar e usar o nome de outras aves.

Mas fique tranquilo, Pai, que O Desafio é a Nossa Energia.

Saberemos honrar seus nomes e nossos Pais e nosso País.

Mesmo que seja preciso que ofereçamos nosso sangue, suor e lágrimas como vocês o fizeram.

O Petróleo É Nosso, Pai!

Viva Nós!

Viva o Brasil!

Tuesday, December 7, 2010

O último texto (dinamite pura) de Julian Assange, fundador do WikiLeaks, antes de ser prêso. E antes do próximo, em breve, espero.

Go To The Published Original @ The Australian
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JULIAN ASSANGE ESTÁ PRESO.
MAS A VERDADE ESTÁ SOLTA.
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Veja também: > Big ou Brother? Acorde e Escolha! VÍDEO ENTREVISTA WIKILEAKS (Julho/2010) > Assange explica importância do Wikileaks, Imagens Chocantes (Iraque) e "Premunição" sobre O Que Está Acontecendo!

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O Editorial-Opinião a seguir foi publicado na Austrália, sua terra natal, aproximadamente ao mesmo tempo em que Julian Assange se entregava para sua detenção em Londres. 

O jornalista é, enfim, estratégicamente impressionamente.

Vale ainda ressaltar alguns pontos:


1. No mínimo, e talvez tão somente por ser conterrâneo ou para tentar puxar a memória do sujeito, é bastante interessante - para não dizer provocativa - a referência feita por Julian Assange a Rupert Murdoch, visto este último ter se tornado o mais perfeito anti-herói, ícone antítese, antônimo exato, modelo reverso de tudo o que o primeiro defende, prega e vem fazendo.

Murdoch, ao comando do seu imensurável Império da Informação que vai da Fox (TV, cinema e muito mais), The Wall Street Journal, MySpace e inúmeras partes ou inteiros de empresas individuais e/ou conglomerados de mídia mundo afora, incluíndo sua participação na Sky e no canal Telecine no Brasil, se tornou um símbolo mundial do jornalismo de interesses ou massacre ao jornalismo, por outra perspectiva, o que lhe valeu o premiado documentário "OUTFOXED: Rupert Murdoch's War on Journalism".


2. Este humilde blogueiro já havia lido, visto ou assistido e/ou teve o cuidado de conferir cada uma das afirmações que Assange faz no seu texto, sendo todas absolutamente irrefutáveis. Quanto às ameaças eu as assiti a todas. Quanto às informações dos documentos, bem, estas foram os próprios diplomatas americanos que escreveram.


3. Quanto ao prometido, vem sendo cumprido. Ainda hoje, Julian Assange provavelmente já nos braços do "Morfeu das Prisões" se é que isso existe (mas certamente com a consciência tranquila), foi divulgado mais um "carregamento" de documentos, entre os quais cerca de duas dezenas com citações ao "Brazil", emitidos a partir do Consulado no Rio de Janeiro e em boa parte concernentes à Segurança Pública.


4. Antes do caso atual, Assange já havia assombrado o mundo com a divulgação de documentos sobre a atuação das forças da OTAN no Iraque e Afeganistão, o que revelou inimagináveis abominações mesmo para as mentes mais maquiavélicamente férteis e iniciou a relação de "amôr explícito" para com sua pessoa, por parte dos Departamentos de Estado e Defesa bem como das agências de inteligência, assemelhados e coligados tanto nos Estados Unidos como nos seus aliados, alinhados ou "sublinhados".


5. São posteriores a este período as acusações de abuso e estrupo supostamente praticados por ele na Suécia.

Vale, ainda, ressaltar que as palavras acima - exaustivamente usadas pelos nossos meios de comunicação -  não correspondem em significado à realidade legal da maioria dos países não escadinavos. 

O caso, enfim, se trata da manutenção de relações sexuais sem o uso de camisinha o que, na Suécia, pode ser enquadrado na Lei de Estupro. Este humilde blogueiro pretende obter informações mais esclarecedoras sobre a legal pendenga nada "legal".

Entretanto, isso não justificaria nada. Se ele se recusou a atender ao pedido das parceiras, se ele "forçou a barra", ou forçou algo mais, que pague por isso.

Mas... por isso.

E que se averigue com cautela se não houve nenhuma intenção de exploração reversa do fato e se, realmente, houve fato.


6. Em paralelo, se alega que não há precedentes na solicitação de cooperação e/ou emissão de mandado de busca internacional, envolvendo Interpol, neste tipo de casos.

Tanto que, ao contrário do que se faz parecer, Assange não foi "caçado e prêso" mas apenas negociou e se entregou.


7. O Acórdão da Suprema Côrte a que Julian faz referência - como sempre, muito oportuna - ao final do seu texto, diz respeito a um caso precedente de extrema semelhança com o atual "WikiLeaks' US Diplomatic Cables".

Trata-se do que ficou conhecido como "The Pentagon Papers", iniciado em 1971, quando Daniel Ellsberg - economista por Harvard, ex-militar e diretamente ligado à Inteligência dos EUA - indignado com a atuação e a persistência na demência (quase que, "OTAN-afegã", fazendo aqui um paralelo os dias de hoje, 40 anos depois), decidiu começar a "vazar" ("leak" que dizer "vazamento"), junto ao jornalista Neil Sheenan do The New York Times, o mais secreto dos documentos dos Estados Unidos à época. 

Em março de 1971, Ellsberg disponibilizou para o jornalista a primeira remessa (para se ter uma idéia da quantidade de informações) com 40 volumes do extenso relatório do Departamento de Defesa sobre as relações e intromissões dos EUA no Vietnã desde 1945 (quando o Vietnã apenas queria sua independência, e dos outros) até 1967.

Estava lançada, pela primeira vez na história, alguma luz mais esclarecedora sobre os usos e abusos do Estado Conspirador - Infiltrado e Subversor da Ordem e Soberania Alheias, a qualquer custo (pago pelos outros povos, é óbvio), e Totalmente Bélica e Miltarmente Focado e Dirigido - que os Estados Unidos da América se tornaram, especialmente após a 2ª Guerra Mundial.

Outros militares, agentes da Inteligência, jornais e grande parte da Sociedade Civil não só se sodalizaram como entraram na luta, dividindo o esforço com Ellsberg.

A maratona pela sanidade ganhou novo fôlego na "guerra" pela paz, no esforço para pôr fim àquela Guerra insana.

Uma Guerra, porém, não menos insana que as que continuam em andamento agora, exatamente agora, inapelável e inadiávelmente agora, enquanto Julian Assange jaz na cadeia, todos nós gastamos nossos teclados e salivas em discussões inúteis sobre a psicologia do "vazador", dos canos, dos furos e dos "vazados", enquanto sonhos continuam a vazar por entre as mãos de milhões de pessoas, pessoas e famílias (inclusive irmãs/ões estadunidenses) continuam sofrendo ou parando definitivamente de sofrer via morte (apesar de tudo, não desejada e, muito menos - tal qual a "Democracia do Iraque" -, não solicitada) e, enfim, enquanto este humilde blogueiro escreve seu texto para talvez ninguém).

É impressionante como a História gira sem sair do lugar por muito e muito tempo seguidamente. 

São precisos sempre "loucos" e "irresponsáveis" (ou líderes, como os "anafalbetos" e "ditadores" do nosso Continente - pois tenha a certeza de que uma coisa precipita a outra e tudo está inteligado, como nós via essa Rede, tudo ao mesmo tempo agora)  para que todos - como na mitologia recente ou na fraseologia da Revolução Chinesa - para que todos batamos os pés ao chão todos ao mesmo tempo e que a História desloque, ao menos um pouco, seu eixo.

Impressiona pois a similaridade - diferenciada somente pela tecnologia disponível em cada época - tanto dos fatos motivadores, gatilhos detonadores, causas e interesses envolvidos bem como as ações, reações, manhas, artimanhas e a movimentação dos atores como num tabuleiro de xadrez. Com certeza, o bom enxadrista, o estudioso - neste caso, o conhecedor profundo da história recente -  já deve ter em mente os próximos lances deste desumano humano jogo de poder e querer a verdade. Com a consciente ressalva, é claro, de que o jogador muda o jogo e existe jogador consciente também do outro lado.

Assim que a informação do vazamento vazou, o The New York Times recebeu um aviso de que estava proibido de publicar uma linha sequer sobre o assunto.

Máquinas rodando, o primeiro artigo foi para as ruas em 13 de junho de 1971. 

Prevendo céus de chumbo, o Senador Democrata pelo Alaska, Mike Gravel, deu entrada em mais de 4.000 páginas do relatório nos registros de uma Subcomissão sem nenhuma imaginável possível ou impossível relação com o assunto (como se eu protocolasse, por exemplo, o atestado de óbito de minha tataravó na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado da República).

Com isso, o Senador conseguiu, simples e silenciosamente, como desejava, que os Papéis passassem a existir oficialmente.

Escondidos, "invisíveis", mas prontos param serem "sacados" assim que os inimigos sacassem suas armas na desqualificação do jornalista ou na qualificação do primeiro artigo como ato político, de vingança ou loucura, como um acesso de paranóia.

Mais ou menos o que Julian Assange e sua empresa vêm fazendo em colaboração com os jornais que o apóiam, espalhando "leaks" para todo lado, inclusive para o meu pobre computadorzinho que já hospeda uma pequena montanha deles.

Como previa o Senador, as nuvens cizentas cobriram todos os Estados Unidos da América, todos os envolvidos foram ameaçados, perseguidos, processados.

O The New York Times encarou a parada, parada militar, e aos trancos, barrancos e muitos advogados, seguiu em frente.

Outras publicações, de toda sorte, aderiram e começaram a publicar novas partes do relatório ou simplesmente repercutir o NYT.

O povo foi para as ruas, o país incendiou e a história daquela guerra interna contra a guerra externa nós já conhecemos.

Como Julian, Ellsberg também, depois de algum tempo, processado por roubo e guarda de papéis sigilosos do Governo, entregou-se à polícia, em 1973.

Nunca nos foi dado conhecer, entretanto, a história real da guerra externa de então, a Guerra do Vietnã, a de verdade, apesar de alguns fragmentos paridos a fórceps que nos chegam de tempos e tempos. 

Precisaremos, ainda, de centenas e talvez milhares de Platoons e mais e outros Platoons, com outras e múltiplas abordagens, para que cheguemos à noção mínima da história real. 

E, mais difícil, conseguirmos desvestir as vestes da história com que vestiram a nossa história e que já nos agasalham tão confortávelmente o nosso "conhecimento consolidado".

Desaprender, por exemplo, que a Guerra nunca começou porque os Comunistas do Norte invadiram o Sul.

E reaprender, por exemplo, que o General Ho Chi Min foi um dos mais transigentes, pacientes, tolerantes e pacíficos guerreiros da História. 

Além do grande líder, estrategista, militar, político e diplomata que ele foi e excessivamente tudo isso. 

Com certeza, entre os maiores homens da História.

Fiquei muito orgulhoso e feliz quando das palavras do Exmo. Sr. Presidente da República Luís Inácio Lula da Silva de justa homenagem, respeito e quase devoção para com um dos remanescentes do Estado-maior do Grande General.

Essa História precisa ser recuperada. 

Precisa ser salva pois tem o poder de salvar.

Por isso, os Julians Assanges são muito importantes.

Para que os vestais da história não consigam assim tão facilmente vestir nossas cabeças.

Entre outras coisas, para que nossos filhos e netos não venham a andar por aí tão maltrapilhos, tão mal vestidos como andamos. 

Ou sejam vítimas de jocosos maltratos por causa de uma aparente "vocação" para a manipulação e a subserviência. 

Tenho a certêza que todos desejamos deixar como herança um mundo onde a ignorância e a burrice estejam sempre fora de moda.

Como fizeram, e continuam fazendo, os homens e mulheres dos "Papéis do Pentágono".

Com seus "Leaks" de 1971 eles ajudaram a mudar o curso da História.

E todos os envolvidos continuaram a ser incansávelmente perseguidos pela Casa Branca até, pelo menos, o fim da admnistração Nixon.

Já neste ano, quando a WikiLeaks vazou as imagens de atrocidades cometidas por helicópteros dos EUA no Iraque (veja trecho na entrevista de Assange ao TED), Ellsberg, do alto de seus 79 anos de idade, não se furtou a vir a público (onde encontrou espaço numa cada vez mais rarefeita mídia livre e corajosa) em defesa da WikiLeaks, de Assange e, principalmente, do abandonado, jogado aos leões, oficial Bradley Manning, que está preso (em Guantânamo, no Afeganistão ou quem sabe onde, se vivo) acusado de ter sido o responsável tanto pelo vazamento das imagens quanto das Mensagens Diplomáticas, os "Cables".

E, ainda ontem, 08 de dezembro, Ellsberg e algumas instituições que ele, outros envolvidos no "Pentagon Papers" e diversas outras autoridades e representates da sociedade fundaram ao longo desse tempo - como o "Instituto pela Retidão Pública" e os "Associados Samuel Adams pela Integridade na Inteligência" -, além de ex-agentes de Serviços de Inteligência, divulgaram forte Nota Pública em apoio ao WikiLeaks e total repúdio às perseguições e ataques em curso contra os envolvidos no caso:


"QUALQUER ataque feito a partir de agora contra a WikiLeaks e Julian Assange terá sido feito contra mim e contra a divulgação dos 'Pentagon Papers' a seu tempo"
Daniel Ellsberg


Como se anda dizendo por aí, Julian Assange pode ser até perigoso.

Mas ainda lhe resta uma longa estrada a trilhar para que possa ser comparado ao "velho" e "muito mau" e bom Ellsberg que entre outras tantas centenas de homenagens e dezenas de reportagens e filmes contando sua história e a história dos "Pentagon Papers", é a personagem protagonista de um premiado documentário, já indicado ao Oscar, com um título muito sugestivo:


O Homem Mais Perigoso da América: 
Daniel Ellsberg e os Papéis do Pentágono.


Torço, firme e convictamente, para que Julian Assange chegue lá.

E que surja logo - e mais de um(a) - O Homem Mais Perigoso do Brasil!

Acho, entrentanto, que já vêm surgindo.

Na Polícia Federal, no Ministério Público, no Congresso Nacional e no próprio Executivo.

Precisamos, enfim, lutar por uma mídia livre para que nossos jornalistas livres possam também se libertar.

A Revolução Dilmagital de Outubro já deu mostras disso.

E, por enquanto, viva os blogueiros - principalmente os "sujos" - do Brasil!

E Viva Nós. O Povo Brasileiro!


8. Assusta, como já não deveria mais de tão comum, aberturas, chamadas, manchetes como a do Jornal Nacional na noite deste 07 de dezembro que proclamou: "o homem que divulgou uma lista de alvos estratégicos para o terrorismo é prêso na Inglaterra...". (como se o WikiLeaks fosse parceiro da Al Qaeda - ou do Governo dos Estados Unidos da América, ou Reino Unido, entre outros, o que parece dar no mesmo - e não do The Guardian, El País e meu!)

Foi uma das coisas mais absurdamente sensacionalistas e manipuladoras que já ouvi.

No "miolo" do JN, a matéria se conduziu até em tons razoáveis.

Contudo, não é preciso ser nenhum expert em Psicologia Comportamental, Manipulação da Informação, Goebbels ou "propaganda na Guerra Fria" para entendermos como funciona esse jogo de espelhos.

Neste caso de frontal afronta (redundância proposital ainda que insuficiente) ao jornalismo objetivado em esclarecer e não turvar os fatos  (como Assange defende abaixo quando fala do seu "Jornalismo Científico"), basta apenas a superior sabedoria popular: a primeira e a última impressão são as que ficam.

A Rede Globo está aqui citada apenas por ter sido o exemplo que acabei de presenciar.

Fui conferir e, procurando mais sobre o assunto, encontrei a matéria escrita, para a Internet, num cantinho discreto provavelmente reservado aos fatos que estão abalando o mundo mas são protagonizados somente por "Big Brothers" de verdade. 

Os textos se encontravam sob a rubrica "SITE POLÊMICO".

Que meigo!

É exatamente como o Julian Assange reporta abaixo: numa hora ele é um terrorista perigosíssimo ameaçando a vida de bilhões de pessoas para, no minuto seguinte, se tornar apenas o editor-chefe daquele "sitezinho" polêmico que publica aqueles vazamentos sem importância nenhuma.

É. 

Acho que ele está na cadeia. 

Mas tem um monte de gente, e já há algum tempo, começando a sentir-se sem a mínima noção de onde fica a saída. 

Isso sem me furtar a esclarecer que o WikiLeaks do Julian Assange está divulgando mais de 250.000 documentos e em parceria com alguns dos mais prestigiosos jornais do planeta.

Em alguns documentos, há listas de áreas que a diplomacia americana considera estratégicas (de cabos de transmissão de dados a estações de trem).

Mas isso não que dizer absolutamente nada e serve para absolutamente coisa nenhuma, principalmente diante das monstruosas aberrações que estão vindo à tona dia após dia.


9. Entre elas, a última (pelo menos até cerca de 01 hora atrás, enquanto escrevo, porque é sempre possível que algo ainda pior já deva ter emergido dos esgotos do mundo), ou uma das últimas, está fazendo os representantes dos Estados Unidos fugirem dos jornalitas como J. Serra de bolinhas-de-papel (quando há cinegrafistas por perto, é claro) durante a Conferência do Clima que está acontecendo agora em Cancún, México. 

O fato é que o Governo dos Estados Unidos da América foi muito além de negociar, pressionar ou até chantagear delegações para fazer valer seus interesses às vésperas e durante a Conferência anterior de Copenhague, onde o Brasil foi o único país a chegar com uma proposta pronta, arrojada, independente de negociações ou barganhas com segundos ou terceiros e metas claras que já estão sendo cumpridas

E onde o Exmo. Sr. Presidente Luís Inácio Lula da Silva, com sua autoridade moral e o apoio do seu Chanceler d'Ouro, obrigou o trabalho noite adentro de vários Chefes-de-Estado (os mais importantes do mundo, diga-se de passagem) para ainda oferecer-lhes um desabrido pito geral pela manhã à Plenária da Conferência, visto que "ninguém parecia é querer acôrdo nenhum". 

E não queriam mesmo. 

É isso que alguns documentos diplomáticos dos EUA revelam nos vazamentos do WikiLeaks. 

Enquanto Brasil, Bolívia, Noruega e muitos outros se arrebentavam de trabalhar e escarneciam por não chegar ao acordo, o "Governo da Solidariedade", defensor incansável da liberdade e da democracia, guardião da paz e do meio ambiente, defensor perpétuo (perdoe-me a blasfêmia Sua Majestade Meu Imperador D. Pedro I) do Planeta Terra, passava o rôdo na boa vontade alheia, subornando, oferecendo propina deletéria, corrompendo convictamente com dinheiro vivo os chefes-de-estado e representantes das delegações de países menores para que nenhum acôrdo passasse e os donos mundo pudessem continuar a dispor do seu mundo e matar nosso mundo sem maiores prejuízos imediatos.

Como sempre, arrogância e burrice, sinônimos inseparáveis. 

E, como nunca, numa espécie de elegia abortiva, 
dinheiro vivo abertamente dedicado à morte humana. 

À minha morte. 

À sua morte, caro leitor. 

À morte de nossos filhos.


10. Contudo, o terrorista aqui é Julian Assange com sua arma de destruição em massa: o WikiLeaks.

Talvez esse seu "texto-bomba" abaixo lhe justifique, de alguma forma, a deferente alcunha.
E que seja o último antes de uma prisão sua.
Mas que seja o último tão somente antes do próximo.
Eu espero. E defenderei isso.


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"A Verdade Vencerá Sempre"
por Julian Assange

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OBS.: TRADUÇÃO LIVRE
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Em 1958, um jovem Rupert Murdoch, então proprietário e editor do "Adelaide's The News", escreveu:

"Na corrida entre o segredo e a verdade, parece inevitável que a verdade sempre vença"

Sua observação, talvez, refletia o empenho de seu pai Keith Murdoch em expor que as tropas australianas estavam sendo desnecessariamente sacrificadas por incompetentes comandantes britânicos às margens do Gallipoli. Os britânicos tentaram calá-lo, mas Keith Murdoch não seria silenciado e seus esforços levaram ao encerramento da campanha desastrosa de Gallipoli. 

Quase um século mais tarde, também o WikiLeaks vem publicando sem medo os fatos que precisam ser tornados públicos.

Eu cresci em uma cidade do interior de Queensland, onde as pessoas falavam sem rodeios o que tinham em suas mentes. Eles desconfiavam do grande governo como algo que pode ser corrompido, se não monitorado cuidadosamente. Os dias cinzentos da corrupção no governo de Queensland antes do inquérito Fitzgerald são testemunho do que acontece quando os políticos amordaçam e a imprensa não reporta a verdade.

Essas coisas ficaram comigo. 

O WikiLeaks foi criado em torno desses valores fundamentais. 

A idéia, concebida na Austrália, foi a utilização das tecnologias de Internet em novas maneiras para comunicar a verdade.

O WikiLeaks cunhou um novo tipo de jornalismo:

O Jornalismo Científico.

Trabalhamos com outros meios de comunicação para levar até as pessoas a notícia, mas também para provar que a notícia publicada é verdade.

O Jornalismo Científico permite a leitura de uma notícia, seguida imediatamente de um simples clique levando diretamente ao(s) documento(s) original(is) e/ou fonte(s) que a basearam.

Dessa forma você pode julgar por si mesmo:

  • A história verdadeira?

  • Será que o relato do jornalista foi preciso?

As sociedades democráticas precisam de uma mídia forte e o WikiLeaks é parte dessa mídia.

A mídia ajuda a manter honestos os governos.

O WikiLeaks revelou algumas duras verdades sobre o Iraque e o Afeganistão, e histórias sobre a doentia corrupção corporativa.

As pessoas têm dito que eu sou contra a guerra. Pois que conste: eu não sou. Algumas vezes, as nações precisam ir à guerra, e existem guerras justas. Mas não há nada mais errado do que um governo mentir para o seu povo sobre essas guerras para, em seguida, pedir a esses mesmos cidadãos que coloquem as suas vidas e o dinheiro de seus impostos na linha-de-fogo em nome daquelas mentiras. Se uma guerra for justificável, então, diga a verdade e as pessoas decidirão apoiá-lo ou não.

Se você já leu alguma das entradas sobre o Afeganistão ou a Guerra do Iraque, as mensagens diplomáticas dos EUA ou qualquer das histórias sobre as coisas que o WikiLeaks revelou, considere o quão importante é para todos os meios a capacidade de poder relatar essas coisas livremente.

O WikiLeaks não é o único editor das mensagens diplomáticas das embaixadas dos EUA.

Outros meios, incluindo o The Guardian (Grã-Bretanha), The New York Times (EUA), El Pais (Espanha), Der Spiegel (Alemanha), têm publicado as mesmas mensagens revisadas.

No entanto, vem sendo o WikiLeaks, como o coordenador dos outros grupos, quem tem apanhado dos ataques mais viciosos e ferozes e recebido todas as acusações do governo dos EUA e de seus coroinhas.

Tenho sido acusado de traição, mesmo sendo um australiano, e não um cidadão dos EUA.
 
Foram dezenas de telefonemas graves dos Estados Unidos da América para que eu seja "levado embora" por forças especiais dos EUA.
 

Sarah Palin diz que eu deveria ser "caçado como Osama bin Laden".
 
Um projeto-de-lei do Partido Republicano tramita no Senado dos Estados Unidos da América para que eu seja declarado uma "ameaça transnacional" e, em conformidade, eliminado.
 

Um assessor de gabinete do Primeiro-Ministro do Canadá tem clamado, na Televisão pública Nacional, pelo meu assassinato.
 
Um blogueiro americano pediu para que meu filho de 20 anos, aqui na Austrália, fosse seqüestrado e maltrado por nenhuma outra razão que não seja chegarem até mim.


E o povo australiano precisa estar atento para nossa desgraça e vergonha diante da sensibilidade de alcoviteiros como do Primeiro-Ministro Gillard (Austrália) e da Secretária de Estado dos EUA que não tiveram uma palavra sequer de crítica dirigida às outras organizações de mídia.

Isso porque o The Guardian, The New York Times e Der Spiegel são antigos e grandes, enquanto o WikiLeaks é ainda jovem e pequeno.

Nós somos os oprimidos.

O governo Gillard está tentando matar o mensageiro porque não quer a verdade da mensagem revelada, incluindo as informações sobre suas próprias negociações diplomáticas e políticas.

Houve qualquer resposta do governo australiano para as numerosas ameaças públicas de violência contra mim e outros profissionais da equipe WikiLeaks?

O mínimo que deveríamos esperar de um Primeiro-Ministro australiano seria defender seus cidadãos contra tais coisas, mas houve apenas alegações inteiramente infundadas de ilegalidade.

O Primeiro-Ministro e, especialmente, o Procurador-Geral têm o mandado e a obrigação de exercer as suas funções com dignidade e acima da brigas.

Restos assegurados,
esses dois apenas pensam em salvar suas peles.

Eles não salvarão!


Toda vez que o WikiLeaks publica a verdade sobre os abusos cometidos pelas agências dos EUA, os políticos australianos cantam um refrão comprovadamente falso em côro com o Departamento de Estado dos EUA:

"Você vai por vidas em risco!
E a Segurança Nacional?
Você vai colocar tropas em perigo!"

Imediatamente depois, logo em seguida, eles dizem que:

"...não há nada de importante
no que o WikiLeaks publica..."

É impossível coexistirem
ambas as "verdades".

Qual delas é "verdade" então?

Nenhuma!


O WikiLeaks tem uma história editorial de quatro anos.

Durante esse tempo, nós mudamos governos inteiros, mas nem uma única pessoa que se saiba foi prejudicada individualmente.

Enquanto isso, os EUA - com a conivência do governo australiano - assassinaram sozinhos milhares de pessoas somente nos últimos meses.


O Secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, admitiu em uma carta ao seu Congresso que nenhuma fonte sensível de informação ou métodos foram comprometidos pela nossa divulgação dos documentos sobre a guerra no Afeganistão.

O Pentágono afirmou que não havia nenhuma evidência de que os relatórios do WikiLeaks tenham levado a que qualquer indivíduo tenha sido prejudicado no Afeganistão.

A OTAN, em Kabul, disse à CNN que não conseguiu encontrar uma única pessoa que precisasse de proteção.

O Departamento de Defesa da Austrália, disse a mesma coisa.

Nenhuma tropa ou fonte australiana foi ferida em decorrência de qualquer coisa que nós tenhamos publicado.


Mas as nossas publicações estão longe de ser desimportantes.

As mensagens diplomáticas dos EUA vêm revelar alguns fatos surpreendentes:

  • Os EUA pediram a seus diplomatas para roubar material humano e informações pessoais de funcionários da ONU e grupos de direitos humanos, incluindo o DNA, impressões digitais, escaneamento de íris, números de cartões-de-crédito, senhas de internet e fotos de identificação, em violação de tratados internacionais. Presumivelmente, os diplomatas australianos na ONU devem fazer parte dos "alvos".

  • O rei Abdullah da Arábia Saudita pediu às autoridades dos EUA na Jordânia e Bahrein que o programa nuclear do Irã seja interrompido por "quaisquer meios disponíveis".

  • O inquérito na Grã-Bretanha sobre o Iraque foi "ajustado" para proteger "os interesses dos EUA".

  • A Suécia é um membro secreto da OTAN e sua cooperação com a Inteligência dos EUA é mantida "à parte" do Parlamento.

  • Os EUA estão jogando duro para conseguir que outros países "tomem conta" dos detidos libertados de Guantânamo. Barack Obama concordou em encontrar com o presidente esloveno somente se a Eslovênia "adotasse" um prisioneiro. Nosso vizinho do Pacífico, Kiribati, recebeu oferta de milhões de dólares para aceitar detidos.


No seu acórdão proferido quanto ao caso "Papéis do Pentágono", a Suprema Corte dos Estados Unidos da América afirmou que "só uma imprensa livre e sem restrições pode efetivamente expor fraudes no governo".

A tempestade que hoje envolve o WikiLeaks reforça a necessidade de defender o direito de todos os meios em revelar a verdade. 




Wednesday, December 1, 2010

¡Adelante Cristina! Estaremos Juntos!

¡Quando Los Hermanos Son Irmãos...

Ni oigas a el que Wikileaks ha mostrado que hablaran de ti.

Tu es muí más grande que cualquier uno o una que pueda tenerla defamada.

Tu tienes el tamaño de tuya Argentina y mi Brasil juntos.

La grandeza de nuestra América en nuestro Sur.

¡Como es bueno saber que a la continuación del trabajo de los hermanos Néstor y Lula, teñiremos ahora la ternura fuerte de dos mujeres sin iguales en la dirección de nuestro grandioso futuro!

Como ya ha dicho otro hermano inolvidable:




Todo el respecto y admiración de nosotros Brasileños por esto gran maestro, líder de nuestro continente, conductor de primera hora en la marcha histórica que volvemos a empezar juntos por el más que posible sueño de una América del Sur con la digna altura y grandeza de sus riquezas y sus gentes.

¡Viva para siempre Néstor!

¡Y Viva Argentina*!

*(afuera, solamente, cuando hablemos de fútbol :))


Monday, November 22, 2010

"O homem mais sábio que conheci em toda a minha vida não sabia ler nem escrever..."

Esta é a abertura do discurso de recebimento de um Prêmio Nobel.

No discurso o laureado referia-se a seu avô.

Como nosso Exmo. Sr. Presidente da República Luís Inácio Lula da Silva, os pais do laureado também eram muito pobres e analfabetos (dormiam com os porcos para esquentá-los - aos porcos - com medo que perecessem no inverno, seu único sustento).

Como nosso Exmo. Sr. Presidente, o laureado com o Nobel acima, somente logrou conquistar em toda a sua vida um único diploma, um diploma de ofício como é o mesmo caso do nosso Exmo. Sr. Presidente e, para ainda maior coincidência, ambos os diplomas são de "Mecânico".

O do nosso Exmo. Sr. Presidente, como sabemos, é mui dignamente de "Torneiro Mecânico" enquanto é de "Mecânico de Automóveis" o único diploma do Sr. José Saramago, único filho do nosso idioma laureado com o Prêmio Nobel.

Do nosso "Mecânico" deste lado do Atlântico já fomos laureados com O Melhor Governo da História e ele com o fato de já ter sido O Presidente do Brasil mais laureado, respeitado e influente em todos os tempos mundo afora, apesar de jamais se ter descuidado, por um instante sequer, da defesa firme - e muitas vezes tensa - dos interesses nacionais indo ainda além, ao ocupar o espaço que renegamos por séculos de liderança na defesa dos interesses continentais e hemisféricos.

Ao final do seu segundo e exitosíssimo mandato o Exmo. Sr. Presidente ainda nos presenteia com um caso raro - senão único - de democracia meritocrática na história da política, ao fazer sua sucessora (pela magnitude de sua liderança e grandeza de seus pares políticos históricos) o primeiro Servidor Público de Carreira a se eleger Presidente pela sucessiva promoção de um cargo para o cargo imediatamente acima. Um fato de grande valor simbólico para todos que servem ao nosso País.

Entretanto, o imenso legado do Exmo. Sr. Presidente (o primeiro que faço questão de chamar sempre assim) terá sido ainda maior que tudo isso.

Terá sido ele mesmo, sua história, seu comportamento, seu exemplo...

Mas, infelizmente, toda evidência do mundo não parece suficiente para arrefecer a ira cega do preconceito...

Ainda ouvimos - e não pouco nem isoladamente - as mesmas palavras estúpidas que ouvíamos quando da sua primeira candidatura há mais de 20 anos.

Palavras que não mereciam ser ditas nem ouvidas àqueles tempos.

Palavras que carregam ainda menos inteligência, humanidade e respeito ao Brasil e seu povo, quando repetidas ainda hoje.

Palavras como algumas que ele cita no desabafo que faz no comício a seguir (aliás, acho que esperei ansiosamente 20 anos e 10 votos para Presidente somente para ouvir este desabafo) com todas as licenças de descontração naturais a um comício e com o seu jeito único que mesmo num desabafo forte, firme, convicto, sincero e verdadeiro, consegue ser leve e até bem humorado.



Ele nos deu a exemplaridade da sua história e a incontestabilidade dos fatos...

Mas ainda caberá a nós todos, insistirmos, persistirmos em difundir e sedimentar estas verdades por mais óbvias que elas sejam!

A ira cega do preconceito é cega demais para, pelo menos, querer enxergar.

E são exatamente sobre esta mesma cegueira, as sábias palavras do nosso outro amado "Mecânico", o d'Além-Mar, ao encerrar aquele seu mesmo discurso (que entitula este texto), ao receber o Prêmio Nobel:



"Cegos. O aprendiz pensou: "Estamos cegos", e sentou-se a escrever o Ensaio sobre a Cegueira para recordar a quem o viesse a ler que usamos perversamente a razão quando humilhamos a vida, que a dignidade do ser humano é todos os dias insultada pelos poderosos do nosso mundo, que a mentira universal tomou o lugar das verdades plurais, que o homem deixou de respeitar-se a si mesmo quando perdeu o respeito que devia ao seu semelhante. Depois, o aprendiz, como se tentasse exorcizar os monstros engendrados pela cegueira da razão, pôs-se a escrever a mais simples de todas as histórias: uma pessoa que vai à procura de outra pessoa apenas porque compreendeu que a vida não tem nada mais importante que pedir a um ser humano. O livro chama-se Todos os Nomes. Não escritos, todos os nossos nomes estão lá. Os nomes dos vivos e os nomes dos mortos.

Termino. A voz que leu estas páginas quis ser o eco das vozes conjuntas das minhas personagens. Não tenho, a bem dizer, mais voz que a voz que elas tiverem. Perdoai-me se vos pareceu pouco isto que para mim é tudo."

Saturday, November 6, 2010

Honra ao Mérito

Meu Excelentíssimo Senhor Presidente da República Luís Inácio Lula da Silva consegue ser superação e surprêsa até sempre. É, portanto, o primeiro que me dá - até como provocação aos que tanto e tão estupidamente já o provocaram - vontade de chamar assim.

E essas tantas palavras não se me ocupam em representar pronomes de tratamento.

Para mim, são tão somente sinceros e carinhosos adjetivos dedicados ao  meu Presidente cujo legado é muito maior que seu grande Governo.

Seu maior legado está na sua própria história, seu exemplo e sua preocupação em nos mostrar que somos todos iguais sem perdermos a riqueza e beleza de nossas diferenças.

Irmãos e brasileiros!

Que sempre poderemos ser o que fizermos por merecer...

Mais uma vez, já ao fim do seu segundo mandato, ele vai muito além de vencer outro grande preconceito ao transferir o cargo para a Primeira Presidente do Brasil. 

Este é o fato que está marcando a História.

Mas é outro o imenso detalhe que mais me orgulha e chama atenção.

Esta sucessão irá nos propiciar um raro - talvez único - espetáculo de meritocracia na política. 

Um exemplar espetáculo somente possível pela credibilidade da sua liderança e pela grandeza de seus pares históricos.

Pela primeira vez, um Servidor Público de carreira se tornará Presidente pela sua simples promoção para o cargo imediatamente superior ao que exercia!



Um mérito do Presidente Lula que muito nos honra ao Brasil.

E Viva Nós! 

E Viva Nossa Presidente! 

E Viva o Povo Brasileiro!

Friday, September 10, 2010

Enquanto Serra discursa como um "estadista" com idade mental não superior à de um menino de 05 anos de idade, vale ouvir o que "gente grande" tem a dizer.

Eike sobre Evo



Seja no Brasil, seja em qualquer potência populacional, territorial, econômica ou bélica do mundo, não me parece muito inteligente que um candidato a Presidente faça sua campanha atacando meia vizinhança (com quem hoje se convive na melhor possível das harmonias) do país que se diz pronto para governar.

Dos 10 países vizinhos, o que é "muita vizinhança" para qualquer país, o estadista-mirim candidato oposicionista (que no desespero da beira do abismo, também tem a desfaçatez de sucumbir à tentação de rememorar sua ligação de amizade com o Exmo. Sr. Presidente Lula da Silva num passado longínquo) já depreciou verbalmente, de alguma ou outra forma, metade dos países e/ou governos vizinhos como nos casos de Uruguai, Paraguai, Bolívia, Equador (quase vizinho) e Venezuela.

Por decorrência, ataca veladamente também a Argentina, nosso maior vizinho que, como no caso da Bolívia, nossa maior fronteira, segue hoje em perfeita sintonia com o projeto comum que - depois de trezentos anos de saque, submissão, subversões totalitárias em série e corrupção - vem mudando a face do continente como um todo.

Não se trata aqui de gostar ou não, aprovar ou não as lideranças democraticamente eleitas dos nossos sócios no Projeto América do Sul.

Trata-se apenas de bom senso e do respeito à soberania que devemos e, por outro lado, queremos.

No caso da Bolívia, qualquer comentário como os feitos ultrapassam o limiar do asqueroso, eivados que são, no fundo, de preconceitos contra o primeiro Presidente boliviano que tem a "cara" da maioria absoluta do seu povo e, talvez por isso mesmo, vem fazendo o melhor Governo de toda a história do seu país no  mínimo desde os tempos imemoriais de Bolívar, El Libertador.

Quando fala de controle de fronteiras então, o candidato (como já tem sido costumeiro ouvirmos asneiras semelhantes de tempos em tempos e de vários "gênios" da geopolítica sempre que se debate nossos problemas internos de Segurança Pública) chega ao limiar do rídiculo ou, quem sabe, mas pouco provável, ao limiar da ignorância.

Será que o candidato desconhece que a fronteira do México - "limpa" (sem maiores barreiras visuais) e ainda dotada de barreiras naturais como uma grande extensão do Rio Grande em posição transversal (muito mais fácil de monitorar) - que os Estados Unidos da América tentam nazistamente (chegando ao absurdo de muros, cêrcas e vistas grossas para fazendeiros "matadores") e não conseguem "fechar" mesmo com todo seu gigantesco aparato tecnológico-aeroespacial, policial e militar...

Será que o candidato  desconhece que aquela fronteira tem simplesmente menos que a metade da extensão que as fronteiras de apenas um (01) de nossos 27 estados com apenas um (01) de nossos 10 vizinhos?

E que nossas fronteiras, em sua maior parte, são "vivas", invísíveis à vigilia espacial por causa das mais diversas formas de cobertura vegetal e dotadas, em vez de barreiras, de pontes naturais como trilhas na floresta, áreas pantanosas alagadas, floresta tropical densa, cidades-gêmeas e/ou rios em posição longitiudinal?

Será que o sujeito não consegue perceber que nenhum país do mundo pode controlar esse tipo de fronteira senão pela cooperação e integração ativa, colaborativa e respeitosa com o "lado de lá"?

E que qualquer outro discurso é pura demagogia factóide fascista?

Será que o candidato não consegue ter a grandeza necessária para perceber que nossos crescimento, estabilidade e segurança estão inexorávelmente atados ao mesmo para nossos vizinhos?

Em contrapartida, que nos salve a visão moderna, ponderada e sensata de gente crescida como o empresário Eike Batista que demonstra a consciência lúcida e translúcida de que ser grande pressupõe saber que pouco vale querer ser grande sozinho apequenando gente aos milhões, com milhões e por milhões que nunca, sob esta perspectiva, chegarão a bilhões.

Com a palavra, quem já chegou lá, aos bilhões, e está apenas começando.

P.S.: Enquanto escrevia este "post", acabei de ouvir mais uma "pérola" de sinismo desesperado (ou desespero simplesmente): o 'de cujus' candidato acabou de insinuar que sua eleição seria a única forma de viabilizar a volta do Exmo. Sr. Presidente Lula da Silva em 2014 pois "...caso a Dilma seja eleita, Lula não se elege mais nem deputado..." O ex-Governador de São Paulo agora pretende angariar votos como pseudo-cabo (acho que está mais para caco) eleitoral, ou sei lá o que ele quis dizer, do seu "grande amigo" Presidente, em 2014. Que me desculpem a expressão, mas: "pirou o cabeção" de vez!

Saturday, June 19, 2010

A Falsa Democracia (por José Saramago) e a força do Brasil




Existe, já há algum tempo, uma crescente concretização da busca possível por "verdadeirizar" ainda que pouco a pouco essa democracia.

Nos últimos anos, sob a liderança do Presidente Lula e a impressionante (porém invisível para nós) mobilidade do Ministro Amorim nos subterrâneos e entranhas da ONU e adjacências o Brasil exerce um papel ainda maior do que aparenta nessa busca.

Por mais que o velho Complexo de OsicraN (Narciso ao contrário), de vira-latas, e a vocação para mulher de malandro gritem "não", o Projeto Brasil é sim essencial para o Projeto Mundo.

E sem Projeto Mundo, tudo continua igual, tudo por aqui continua quintal.

Defender (ponderadamente como foi feito, é claro) a soberania iraniana, por exemplo, não tem nada a ver com defender o Irã (o que aliás não teria nada de errado).

Significa nos defender a nós mesmos.

"Nunca na história desse planeta" pudemos construir oportunidades tão possíveis de fazermos da Linha do Equador algo realmente mais próximo de uma linha imaginária e não um talho profundo jorrando sangue das vísceras do Sul.

Mas preocupa muito quando ouvimos discursos subalternos sobre a "aproximação do Brasil com ditaduras...".

Qualquer meio bilionésimo de milímetro de distanciamento crítico não oferece o mínimo suporte lógico ou moral a este tipo de análise.

Queira-se ou não, goste-se ou não o Irã é a coisa mais próxima que existe de democracia em toda sua região.

E, hoje, diante da irresponsabilidade gigantesca da auto-proclamada "Comunidade Internacional" que não chega a 30% da Comunidade Internacional, a única opção responsável e coerente que vejo restar ao Presidente Ahmadinejad como líder de seu país, será apressar ao máximo possível a produção e preparação de suas ogivas nucleares.

Seria isso que eu esperaria ou, melhor, exigiria do Governo do meu país não para atacar ninguém mas como única salvaguarda razoavelmente segura visto meu país ser grande e rico, localizado numa região tensa, absolutamente cercado por ogivas nucleares inimigas (de países nucleares ou ocupados por países nucleares) e tendo há pouquíssimo tempo assistido a um horrível filme que se passou e passa até hoje no país vizinho e que começou igualzinho igualzinho.

O Irã não ataca ninguém há 200 anos e há 60 vivia uma democracia vibrante que foi destruída exatamente por estes países que o acusam de ditatorial.

É muita hipocrisia para um mundo só.

Mudando o continente, o Presidente Chávez pode ter perfil ditatorial e ser isso e aquilo mas não conheço nenhum outro Chefe de Estado no planeta que tenha enfrentado sucessivamente tantas eleições e todas com supervisão internacional.

Quando ele der um golpe de estado ai nós o tratamos como ditador.

Por enquanto, ele somente foi vítima de uma tentativa.

E que o povo da Venezuela o avalie soberanamente lá por suas besteiras.

No caso da Bolívia, vejo as insinuações como asquerosas.

Por fim, o Governo do Brasil vem mantendo um distanciamento extremamente balanceado de todas as partes e progredindo muito - dentro do quase impossível - na hercúlea tarefa de ser talvez o principal líder na evolução para uma governança global mais equânime.

Eu via estas eleições como algo para nos orgulharmos com candidatos de valor por todos os lados.

Hoje, fecho questão e de forma totalmente radical.

Se fosse dado ao mesmo chantagismo, hipocrisia, relativismo moral e preconceito faria como os empresários quando disseram que se mudariam no caso da eleição do candidato Lula.

Contudo, desta vez a questão seria muito mais grave.

Eu diria que mudaria sim mas de Planeta no caso de uma não eleição da Ministra Dilma.

Em memória, até, do meu amado José Saramago.

Thursday, February 18, 2010

Cuba's aid ignored by the media?

Go to Original (Al Jazeera English) > 
By Tom Fawthrop in Havana 

After the quake struck, Haiti's first medical aid came from Cuba

Among the many donor nations helping Haiti, Cuba and its medical teams have played a major role in treating earthquake victims.

Public health experts say the Cubans were the first to set up medical facilities among the debris and to revamp hospitals immediately after the earthquake struck.

However, their pivotal work in the health sector has received scant media coverage.

"It is striking that there has been virtually no mention in the media of the fact that Cuba had several hundred health personnel on the ground before any other country," said David Sanders, a professor of public health from Western Cape University in South Africa.

The Cuban team coordinator in Haiti, Dr Carlos Alberto Garcia, says the Cuban doctors, nurses and other health personnel have been working non-stop, day and night, with operating rooms open 18 hours a day.

During a visit to La Paz hospital in the Haitian capital Port-au-Prince, Dr Mirta Roses, the director of the Pan American Health Organisation (PAHO) which is in charge of medical coordination between the Cuban doctors, the International Committee of the Red Cross (ICRC) and a host of health sector NGOs, described the aid provided by Cuban doctors as "excellent and marvellous".

La Paz is one of five hospitals in Haiti that is largely staffed by health professionals from Havana. 

History of cooperation

Haiti and Cuba signed a medical cooperation agreement in 1998.

Before the earthquake struck, 344 Cuban health professionals were already present in Haiti, providing primary care and obstetrical services as well as operating to restore the sight of Haitians blinded by eye diseases.

More doctors were flown in shortly after the earthquake, as part of the rapid response Henry Reeve Medical Brigade of disaster specialists. The brigade has extensive experience in dealing with the aftermath of earthquakes, having responded to such disasters in China, Indonesia and Pakistan.

"In the case of Cuban doctors, they are rapid responders to disasters, because disaster management is an integral part of their training," explains Maria a Hamlin Zúniga, a public health specialist from Nicaragua.

"They are fully aware of the need to reduce risks by having people prepared to act in any disaster situation."

Cuban doctors have been organising medical facilities in three revamped and five field hospitals, five diagnostic centres, with a total of 22 different care posts aided by financial support from Venezuela.

They are also operating nine rehabilitation centres staffed by nearly 70 Cuban physical therapists and rehab specialists, in addition to the Haitian medical personnel.

The Cuban team has been assisted by 100 specialists from Venezuela, Chile, Spain, Mexico, Colombia and Canada and 17 nuns.

Havana has also sent 400,000 tetanus vaccines for the wounded.

Eduardo Nuñez Valdes, a Cuban epidemiologist who is currently in Port-au-Prince, has stressed that the current unsanitary conditions could lead to an epidemic of parasitic and infectious diseases if not acted upon quickly. 

Media silence

However, in reporting on the international aid effort, Western media have generally not ranked Cuba high on the list of donor nations.

One major international news agency's list of donor nations credited Cuba with sending over 30 doctors to Haiti, whereas the real figure stands at more than 350, including 280 young Haitian doctors who graduated from Cuba. The final figure accounts for a combined total of 930 health professionals in all Cuban medical teams making it the largest medical contingent on the ground.

Another batch if 200 Cuban-trained doctors from 24 countries in Africa and Latin American, and a dozen American doctors who graduated from Havana are currently en route to Haiti and will provide reinforcement to existing Cuban medical teams.

By comparison the internationally-renowned Médecins Sans Frontières (MSF or Doctors without Borders) has approximately 269 health professionals working in Haiti. MSF is much better funded and has far more extensive medical supplies than the Cuban team. 

Left out

But while representatives from MSF and the ICRC are frequently in front of television cameras discussing health priorities and medical needs, the Cuban medical teams are missing in the media coverage.

Richard Gott, the Guardian newspaper's former foreign editor and a Latin America specialist, explains: "Western media are programmed to be indifferent to aid that comes from unexpected places. In the Haitian case, the media have ignored not just the Cuban contribution, but also the efforts made by other Latin American countries." 

Brazil is providing $70mn in funding for 10 urgent care units, 50 mobile units for emergency care, a laboratory and a hospital, among other health services.

Venezuela has cancelled all Haiti debt and has promised to supply oil free of charge until the country has recovered from the disaster.

Western NGOs employ media officers to ensure that the world knows what they are doing.

According to Gott, the Western media has grown accustomed to dealing with such NGOs, enabling a relationship of mutual assistance to develop.

Cuban medical teams, however, are outside this predominantly Western humanitarian-media loop and are therefore only likely to receive attention from Latin American media and Spanish language broadcasters and print media.

There have, however, been notable exceptions to this reporting syndrome. On January 19, a CNN reporter broke the silence on the Cuban role in Haiti with a report on Cuban doctors at La Paz hospital. 

Cuba/US cooperation

When the US requested that their military planes be allowed to fly through Cuban airspace for the purpose of evacuating Haitians to hospitals in Florida, Cuba immediately agreed despite almost 50 years of animosity between the two countries.

Josefina Vidal, the director of the Cuban foreign ministry's North America department, issued a statement declaring that: "Cuba is ready to cooperate with all the nations on the ground, including the US, to help the Haitian people and save more lives."

This deal cut the flight time of medical evacuation flights from the US naval base at Guantanamo Bay on Cuba's southern tip to Miami by 90 minutes.

According to Darby Holladay, the US state department's spokesperson, the US has also communicated its readiness to make medical relief supplies available to Cuban doctors in Haiti.

"Potential US-Cuban cooperation could go a long way toward meeting Haiti's needs," says Dr Julie Feinsilver, the author of Healing the Masses - a book about Cuban health diplomacy, who argues that maximum cooperation is urgently needed.

Rich in human resources
 
Although Cuba is a poor developing country, their wealth of human resources - doctors, engineers and disaster management experts - has enabled this small Caribbean nation to play a global role in health care and humanitarian aid alongside the far richer nations of the west.

Cuban medical teams played a key role in the wake of the Indian Ocean Tsunami and provided the largest contingent of doctors after the 2005 Pakistan earthquake.

They also stayed the longest among international medical teams treating the victims of the 2006 Indonesian earthquake.

In the Pakistan relief operation the US and Europe dispatched medical teams. Each had a base camp with most doctors deployed for a month.

The Cubans, however, deployed seven major base camps, operated 32 field hospitals and stayed for six months.

Bruno Rodriguez, who is now Cuba's foreign minister, headed the mission - living in the mountains of Pakistan for more than six months.

Just after the Indonesian earthquake a year later, I met with Indonesia's then regional health co-coordinator, Dr Ronny Rockito.

Cuba had sent 135 health workers and two field hospitals. Rockito said that while the medical teams from other countries departed after just one month, he asked the Cuban medical team to extend their stay.

"I appreciate the Cuban medical team. Their style is very friendly."

Their medical standard is very high," he told me.

"The Cuban [field] hospitals are fully complete and it's free, with no financial support from our government."

Rockito says he never expected to see Cuban doctors coming to his country's rescue."We felt very surprised about doctors coming from a poor country, a country so far away that we know little about.

"We can learn from the Cuban health system. They are very fast to handle injuries and fractures. They x-ray, then they operate straight away." 

A 'new dawn'?

The Montreal summit, the first gathering of 20 donor nations, agreed to hold a major conference on Haiti's future at the United Nations in March.

Some analysts see Haiti's rehabilitation as a potential opportunity for the US and Cuba to bypass their ideological differences and combine their resources - the US has the logistics while Cuba has the human resources - to help Haiti.

Feinsilver is convinced that "Cuba should be given a seat at the table with all other nations and multilateral organisations and agencies in any and all meetings to discuss, plan and coordinate aid efforts for Haiti's reconstruction".

"This would be in recognition of Cuba's long-standing policy and practise of medical diplomacy, as well as its general development aid to Haiti," she says.

But, will Haiti offer the US administration, which has Cuba on its list of nations that allegedly "support terrorism", a "new dawn" in its relations with Cuba?

In late January, Hillary Clinton, the US secretary of state, thanked Cuba for its efforts in Haiti and welcomed further assistance and co-operation.

In Haiti's grand reconstruction plan, Feinsilver argues, "there can be no imposition of systems from any country, agency or institution.

The Haitian people themselves, through what remains of their government and NGOs, must provide the policy direction, and Cuba has been and should continue to be a key player in the health sector in Haiti".