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Sunday, November 21, 2010

Fábricas de Mitos. Moinhos de Heróis.

O "Choque de Civilizações".



Já foram judeus. Já foram alemães.

Antes e depois os russos. Eles, também, fizeram parecido mas, nós, aqui, não vimos.

Agora são os mulçumanos (que todos viraram árabes) e os árabes (que todos viraram mulçumanos) que (ambos) viraram todos feios, gordos, sujos, fedorentos, maus, psicopatas, violentos e tudo de menor e pior pelas telas dos cinemas e dos noticiários de televisão e páginas de jornal e internet do mundo.

Sem falar nos "zoombies" das telas que assombram o diametralmente oposto Vodou seja no Haiti seja em New Orleans.

Se imagine criança, se assistindo assim por todo lugar.

E as etnias indígenas cujo "inocente assassinato" foi por décadas - e ainda hoje em muitas sobras - o inocente objetivo dos inocentes jogos infantis tais como "Forte Apache" e sua prole infinita.

E minhas gentes, tradições e fés da minha tão brasilera e maior cidade africana fora d'África ainda tão escrava de imagens e percepções sempre diminuidoras, denegridoras (até em simples palavras herdadas), rotuladoras exceto quando "generosamente" folclorizantes.

Pois que todos, juntos, todos e cada um, precisamos reconsagrar nossos Deuses.

Para que eles ressuscitem e resgatem nossos heróis das tumbas.

E que nossos corações possam retumbar para muito além do tambor.

Saturday, November 6, 2010

O Lado de Cá visto do Lado de Lá


Brasil: campaña mediática derechista contra Dilma Rousseff


(ou só é permitido criticar -  e cutucar - em Português?)


E como conheço melhor o lado cá, vejo a crítica como razoavelmente equilibrada e pertinente. Bem mais serena, por exemplo, que nossa incessante contrapartida demonizadora.



Diante de tantos erros e/ou desvios, que não caiamos na armadilha sob qualquer hipótese do cerceamento de meios, mas que tenhamos o descortínio que urge, a abertura plena e a boa vontade sensata (que pressupõe a disposição sincera de todos os atores) para encontrarmos os melhores meios para pluralizar e proliferar mais, melhores e novos meios

Em velhos e novos modelos (mais importante ainda que tecnologias).

Carecemos inexorável e inadiávelmente de meios democratizados, não setorizados, não sectários, balanceados pela força da sua pulverização. 

Ou continuaremos eternamente reféns de meias verdades, eternamente meios cidadãos.  

É preciso que os meios de hoje entendam por inteiro essa mensagem e participem por inteiro dessa re-evolução  para que jamais outros meios possam justificar estes tão necessários fins. 

Ao contrário do que possam temer, engajados, eles somente têm à crescer com o  país.

Por paradoxal que pareça, a mítico-proclamada Liberdade de Imprensa é hoje o maior - senão único - obstáculo para a Liberdade de Expressão plena no Brasil. 

E esta última, para além de qualquer rancor revisionista do passado ou resistência conservadora contra o futuro, esta é, no Brasil que precisa saltar de cabeça na Sociedade do Conhecimento, um grande Imperativo Nacional.

Que estes novos meios - que inapelávelmente virão - sejam nossa mensagem.

Vamos Juntos!