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Saturday, November 20, 2010

O Grande Lançamento do Ano - Num Cinema Bem LONGE de Você!

Dos recordistas em Oscars de Melhor Diretor, desde o início da premiação em 1928, apenas 01 foi laureado 04 vezes e apenas 02 foram laureados 03 vezes, todos falecidos.

Dos laureados 02 vezes, apenas 04 continuam vivos: Steven Spielberg, 63 anos; Clint Eastwood, 80 anos; Miloš Forman, 78 anos; e Oliver Stone, 64 anos.

Como é de se esperar, um filme de qualquer um dos 04 é sucesso de bilheteria na certa.

E, como é de se esperar, um filme de qualquer um dos 04 significa todo o gigantismo em esforço promocional no melhor estilo de Hollywood: visita do Diretor e entrevistas nos principais programas e espaços da mídia eletrônica e impressa, merchandising em tudo que é lugar, banners por toda a Internet e promoções nas Redes Sociais, chamadas nas locadoras e disponibilização imediata após o lançamento nos cinemas e chamadas desde já para a exibição que só vai acontecer no ano que vem nos canais de televisão aberta e por assinatura.

Normal. Nada além do normal.

Agora, imagine que o referido diretor, um dos únicos 04 vivos com 02 Oscars, também já foi premiado com um terceiro por Melhor Roteiro Adaptado (por Expresso da Meia Noite), é o mais polêmico de todos os 04 e um de seus outros filmes também já deu o Oscar de Melhor Ator a ninguém menos que Michael Douglas.

Finalmente, para apimentar definitivamente a história, vamos dizer que este seu último filme seja específicamente sobre nosso Continente, incluíndo nosso País.

Sobre a América do Sul e sobre nós, o Brasil.

E não sobre uma história de ficção ou sobre nossa história do passado.

É sobre o agora, sobre nossa história do presente.

Um prato cheio para o gigantismo da máquina promocional no melhor estilo de Hollywood e chamadas até a exaustão na mídia brasileira, não é verdade?

Não!

Alguém me perdoe se em outras praças algo tiver se passado diferente. E por favor me corrijam.

Mas o novo filme de Oliver Stone - o mesmo diretor de Platoon, Wall Street, JFK, Nascido em 04 de Julho etc etc etc - que é um "documentário-de-estrada" sobre a nova América do Sul que nasce, estrelando 07 Presidentes, inclusive o nosso - o Exmo. Sr. Presidente da República Luís Inácio Lula da Silva - lançado em junho deste ano, não mereceu nem sequer um "piu" da mídia e não entrou em cartaz em nenhuma sala de Salvador, Bahia.

Sexta-feira, 19 de novembro, fui até uma boa locadora tentar localizá-lo. Existe uma prateleira inteira dedicada somente a Oliver Stone. Mas ninguém sequer ouviu falar do filme!

Tem explicação?

Tem sim!

Ele mesmo explica nesta entrevista exemplar - em um trecho posterior a este minúsculo início que comecei a legendar - como outro de seus filmes: "Comandante" -, passou na Europa mas foi censurado sutilmente na Grande Democracia Estadunidense.



Simplesmente a HBO comprou os direitos do filme e, quando Stone o entregou finalizado - a pretexto de dizer que o mesmo não estava pronto -, simplesmente o trancou e não distribuiu.

Por outro lado, que interesse tem nossa Grande Mídia em promover um filme - por mais sucesso que vá ser e lucro que possa trazer - que "desdemoniza" Hugo Chávez que "cassou" uma concessão de TV e "continua a cercear a Liberdade de Imprensa" no exato momento em que esquenta o clamor por uma "Ley de Medios" para o Brasil?

Não vou aqui dizer que Hugo Chávez é um santo. Mas posso garantir que "El Diablo" ele não é.

E, realmente, acho um absurdo ele não ter renovado (porque ele não cassou nada - aliás o que queriam cassar era o seu legítimo mandato) a concessão. O que ele tinha que ter feito é demolido o prédio e encarcerado todo mundo. Porque conheço as cenas da emissora anunciando o "novo Presidente" e o reconhecimento do "novo Governo" por Washington e Madrí com o Presidente eleito ainda dentro do Palácio.

Outro dia assistí a Sean Penn respondendo a David Letterman o por quê de ter visitado Chávez diante do cerceamento à Liberdade de Imprensa naquele país. Penn apenas respondeu alguma coisa como: que foi para distrair El Señor Presidente enquanto a Fox continuava a transmitir direto de Caracas falando barbaridades dele. Letterman encerrou a entrevista.

Mas isso é outra história.

Por enquanto, a única assertiva que faço é: nada justifica que um filme dirigido por um dos mais premiados diretores de Hollywood e que é exatamente sobre nós e nossa história do presente, não seja divulgado e promovido exatamente entre nós como qualquer outro filme muito menos qualificado o seria.

Continuarei a legendar a brilhante a entrevista de Oliver Stone e Tariq Aziz para o Democracy Now.

Para quem quiser antecipar-se, entretanto, ela pode ser encontrada com transcrição em inglês em:

Democracy Now!

Diante da virulência com que o filme foi recebido, Oliver Stone montou um "site de guerra" extremanete bem lastreado quanto às distorções na Grande Mídia Estadunidense e trazendo documentos que envolvem diretamente a CIA no Golpe-de-Estado contra Chávez em 2002. Vale conferir (em inglês) em:

South of The Border

Esta é uma discussão bastante ampla.

Engrenada à máquina da Grande Mídia estão as máquinas da Distribuição Cinematográfica, da Produção Fonográfica, da Realização de Eventos e muitas outras.

A manipulação da informação dentro de nossas fronteiras não se dissocia da mesma manipulação interna a cada país e da máquina global de propaganda, estejam todas e cada uma coordenadas ou não.

As Grandes Fábricas de Mitos. 
Os Grandes Moinhos de Heróis.


Friday, September 10, 2010

Enquanto Serra discursa como um "estadista" com idade mental não superior à de um menino de 05 anos de idade, vale ouvir o que "gente grande" tem a dizer.

Eike sobre Evo



Seja no Brasil, seja em qualquer potência populacional, territorial, econômica ou bélica do mundo, não me parece muito inteligente que um candidato a Presidente faça sua campanha atacando meia vizinhança (com quem hoje se convive na melhor possível das harmonias) do país que se diz pronto para governar.

Dos 10 países vizinhos, o que é "muita vizinhança" para qualquer país, o estadista-mirim candidato oposicionista (que no desespero da beira do abismo, também tem a desfaçatez de sucumbir à tentação de rememorar sua ligação de amizade com o Exmo. Sr. Presidente Lula da Silva num passado longínquo) já depreciou verbalmente, de alguma ou outra forma, metade dos países e/ou governos vizinhos como nos casos de Uruguai, Paraguai, Bolívia, Equador (quase vizinho) e Venezuela.

Por decorrência, ataca veladamente também a Argentina, nosso maior vizinho que, como no caso da Bolívia, nossa maior fronteira, segue hoje em perfeita sintonia com o projeto comum que - depois de trezentos anos de saque, submissão, subversões totalitárias em série e corrupção - vem mudando a face do continente como um todo.

Não se trata aqui de gostar ou não, aprovar ou não as lideranças democraticamente eleitas dos nossos sócios no Projeto América do Sul.

Trata-se apenas de bom senso e do respeito à soberania que devemos e, por outro lado, queremos.

No caso da Bolívia, qualquer comentário como os feitos ultrapassam o limiar do asqueroso, eivados que são, no fundo, de preconceitos contra o primeiro Presidente boliviano que tem a "cara" da maioria absoluta do seu povo e, talvez por isso mesmo, vem fazendo o melhor Governo de toda a história do seu país no  mínimo desde os tempos imemoriais de Bolívar, El Libertador.

Quando fala de controle de fronteiras então, o candidato (como já tem sido costumeiro ouvirmos asneiras semelhantes de tempos em tempos e de vários "gênios" da geopolítica sempre que se debate nossos problemas internos de Segurança Pública) chega ao limiar do rídiculo ou, quem sabe, mas pouco provável, ao limiar da ignorância.

Será que o candidato desconhece que a fronteira do México - "limpa" (sem maiores barreiras visuais) e ainda dotada de barreiras naturais como uma grande extensão do Rio Grande em posição transversal (muito mais fácil de monitorar) - que os Estados Unidos da América tentam nazistamente (chegando ao absurdo de muros, cêrcas e vistas grossas para fazendeiros "matadores") e não conseguem "fechar" mesmo com todo seu gigantesco aparato tecnológico-aeroespacial, policial e militar...

Será que o candidato  desconhece que aquela fronteira tem simplesmente menos que a metade da extensão que as fronteiras de apenas um (01) de nossos 27 estados com apenas um (01) de nossos 10 vizinhos?

E que nossas fronteiras, em sua maior parte, são "vivas", invísíveis à vigilia espacial por causa das mais diversas formas de cobertura vegetal e dotadas, em vez de barreiras, de pontes naturais como trilhas na floresta, áreas pantanosas alagadas, floresta tropical densa, cidades-gêmeas e/ou rios em posição longitiudinal?

Será que o sujeito não consegue perceber que nenhum país do mundo pode controlar esse tipo de fronteira senão pela cooperação e integração ativa, colaborativa e respeitosa com o "lado de lá"?

E que qualquer outro discurso é pura demagogia factóide fascista?

Será que o candidato não consegue ter a grandeza necessária para perceber que nossos crescimento, estabilidade e segurança estão inexorávelmente atados ao mesmo para nossos vizinhos?

Em contrapartida, que nos salve a visão moderna, ponderada e sensata de gente crescida como o empresário Eike Batista que demonstra a consciência lúcida e translúcida de que ser grande pressupõe saber que pouco vale querer ser grande sozinho apequenando gente aos milhões, com milhões e por milhões que nunca, sob esta perspectiva, chegarão a bilhões.

Com a palavra, quem já chegou lá, aos bilhões, e está apenas começando.

P.S.: Enquanto escrevia este "post", acabei de ouvir mais uma "pérola" de sinismo desesperado (ou desespero simplesmente): o 'de cujus' candidato acabou de insinuar que sua eleição seria a única forma de viabilizar a volta do Exmo. Sr. Presidente Lula da Silva em 2014 pois "...caso a Dilma seja eleita, Lula não se elege mais nem deputado..." O ex-Governador de São Paulo agora pretende angariar votos como pseudo-cabo (acho que está mais para caco) eleitoral, ou sei lá o que ele quis dizer, do seu "grande amigo" Presidente, em 2014. Que me desculpem a expressão, mas: "pirou o cabeção" de vez!